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Tudo que Precisa Saber Sobre Introdução Alimentar dos Bebês

  • 5 de jan. de 2017
  • 3 min de leitura

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. Depois disso, o leite materno sozinho não contem todos os nutrientes de que o bebê precisa, especialmente o ferro, e por isso outros alimentos passam a ser necessários para complementar a dieta.


Mesmo que seu filho só tome fórmula (leite artificial), e não leite materno, é recomendado esperar até os 6 meses para dar outros alimentos. Um dos motivos é que o sistema digestivo ainda não está preparado para digerir outras comidas, e outro é que o organismo da criança estará mais forte para combater eventuais infecções ou alergias decorrentes da alimentação variada.


O desenvolvimento da criança nesta idade também a prepara para receber novos alimentos alcançando um estágio de desenvolvimento neurológico e cognitivo que a permite iniciar a alimentação complementar. A criança começa a sentar sem apoio do tronco, já consegue pegar os alimentos e levá-los à boca, passa de uma mão a outra, além de ter a mastigação e deglutição mais coordenada. A criança começa a perder o reflexo de protrusão da língua também nessa fase.


Após os 6 meses, as frutas, em forma de suco e papinhas, devem ser a primeira novidade na dieta do bebê. Doses pequenas de suco de fruta (por volta de 30 ml), sem açúcar ou água podem ser oferecidas pela manhã. Prefira frutas naturalmente mais doces e menos ácidas (como a laranja lima) e nunca acrescente mel.


De início, pode ser que a criança não aprecie muito o gosto, mas vale a pena insistir para, aos poucos, ir educando o paladar da criança. Pode demorar até dez tentativas para ela aceitar a novidade. É importante lembrar também de introduzir um alimento por vez e aguardar 2 ou 3 dias para oferecer outro ou misturar (assim você poderá avaliar a aceitação e se houve alguma reação como por exemplo reações alérgicas, dores de barriga, diarréia ou manifestações cutâneas). Algumas boas opções para acrescentar ao suco de laranja são acerola, mamão papaia, cenoura e beterraba.


Quando o bebê estiver aceitando bem o suco, inicie o lanchinho da tarde. Experimente raspar ou amassar frutas como banana (prata, maçã ou nanica), pera ou maçã (crua ou cozida) e também dar com uma colher pequena, aumentando a quantidade à medida que o bebê demonstrar mais interesse.


A seguir, por volta dos 7 meses, você pode tentar introduzir uma sopa "salgada" (feita com legumes, tubérculos, verduras e carne, preferencialmente carne vermelha) na hora do almoço. Os alimentos oferecidos a criança devem ser sem temperos picantes, sem produtos industrializados, com pouco ou sem sal. Quando perceber que seu filho já está comendo bem a sopa do almoço, dê uma também na hora do jantar.


Comece com uma consistência de purê, sempre com a comida amassada com um garfo. Nunca bata a comida no liquidificador, mixer ou passe na peneira. Isso fará com que a comida vire uma papa sem textura ou cor originais, além de perder todas as fibras. A criança precisa perceber as diferenças de texturas, cor, cheiro e sabor. Se isso não ocorrer, a criança pode ter dificuldades em aceitar os alimentos depois. Aumente a consistência do purê conforme a criança cresce, e comece introduzir pedaços assim que possível, o que geralmente ocorre por volta dos 8 a 9 meses. A criança deve comer a comida da família quando tiver em torno de 1 ano de idade.


Caso o bebê demonstre não ter gostado da experiência, tente oferecer o mesmo alimento alguns dias depois. Pode ser que a reação seja a mesma, mas não desista, porque muitas vezes as crianças acabam se acostumando aos novos sabores. Lembre que o apetite do bebê vai mudar a cada refeição, por isso é melhor prestar atenção aos sinais que ele dá.


Quando a criança se recusa a abrir a boca para a próxima colher, vira o rosto ou começa a brincar com a comida, é porque provavelmente está satisfeita. Se seu filho a surpreendeu e se revelou um comilão, pode atender à vontade o apetite dele, mas pare de alimentá-lo quando ele mostrar que não quer mais.


Com a introdução dos alimentos deve-se também oferecer água nos intervalos. Lembre-se que ela deve ser filtrada ou fervida. A aceitação da água varia conforme os dias mais quentes ou frios. Prefira oferecer no copo ou no copinho de transição, para não estimular o desmame. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais. O leite materno protege contra doenças e crianças amamentadas ficam menos doentes.


É fundamental buscar orientação especializada ao iniciar a introdução alimentar do seu filho. Além disso, fique atenta à aceitação e reação dos alimentos ofertados, reportando toda e qualquer intercorrência para que seja avaliada.


por Patrícia Borborema

CRN 07101808

Cel: (21) 98833-4959

 
 
 

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